Custo de arrematar um leilão
O lance não é o custo: dívida de IPTU e de condomínio, comissão do leiloeiro, ITBI e registro, e a ação de imissão na posse quando o imóvel está ocupado.
O lance não é o custo
O preço de um imóvel de leilão ou de venda direta de banco é o lance mínimo, com desconto sobre a avaliação. O desconto chama a atenção, mas o que se paga para tomar posse vem por cima dele — e, somado, pode consumir boa parte da diferença para o preço de mercado. A calculadora soma ao lance cada uma destas parcelas:
- Dívida de IPTU e de condomínio
- O imóvel costuma ter débitos acumulados. O edital diz se eles ficam com o banco ou passam para quem arremata — e, quando não diz, a conta soma as dívidas ao custo.
- Comissão do leiloeiro
- Um percentual sobre o lance, pago pelo arrematante. O edital traz o valor.
- ITBI e registro
- O imposto de transmissão e as custas do cartório para passar o imóvel ao seu nome — os mesmos de uma compra comum.
- Ação de imissão na posse
- Imóvel ocupado não é entregue desocupado. Quem arremata entra com a ação, paga o advogado e espera: nesses meses, condomínio e IPTU correm sem ninguém morando.
- Reforma
- Imóvel de leilão raramente pode ser visitado antes do lance. A reforma estimada pelo edital é o ponto de partida; a confirmada depois, quando houver, toma o lugar dela.
- Outros custos
- Taxas do edital, certidões, troca de fechadura, ligação de água e luz — o que não cabe nas linhas anteriores.
Parcela não informada não é zero
Quase nenhum edital traz todos os valores. Quando uma parcela fica em branco, a calculadora não a trata como custo zero: ela diz quantas das sete parcelas foram informadas, e o custo efetivo aparece como incompleto. Um custo efetivo que só soma o lance seria o preço de etiqueta com outro nome.
Pela mesma razão, a dívida cujo responsável o edital não declara entra na conta. Errar para o custo maior faz alguém ler o edital; errar para o menor faz alguém dar o lance.
Antes de dar o lance
- leia o edital inteiro: ele define quem paga as dívidas, a comissão e as formas de pagamento;
- leia a matrícula do imóvel: penhora, hipoteca e alienação fiduciária aparecem nela;
- confira se o imóvel está ocupado — é o que decide se haverá ação de imissão na posse;
- compare o custo efetivo com o de um imóvel equivalente à venda, e não o lance com o preço anunciado.
A plataforma acompanha hoje 63 imóveis em leilão ou venda direta de banco, e a calculadora preenche o lance e a área de qualquer um deles. A metodologia explica por que o leilão não entra na mediana de preço dos outros imóveis.